terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Copacabana, um brinde a 2014


Um pouco do réveillon pelo mundo

A virada do ano em diversos países tem as suas marcas próprias: simpatias, cores, uma ceia adstrita a ingredientes, digamos, mágicos, que tragam bons presságios. Mas, afinal de contas, qual é a receita infalível para esse momento tão festejado? Na Itália, por exemplo, é costume colocar nas janelas objetos antigos e, assim, dar ênfase à transição, ao dualismo ano velho & ano novo; antepastos são preparados e degustados na noite da virada, simbolizando a fartura.

Na Escócia as pessoas de uma forma geral comemoram - acreditem -  beijando a boca de desconhecidos e a comida preferida é a torta de carne.

Na Áustria as pessoas jogam  chumbo derretido em um pote com água exatamente às 00h. As imagens, figuras, decorrentes desse ato viram amuletos que trazem sorte para todo ano novo que começa. E por aí vai.

No Irã, o réveillon segue o calendário persa e por isso é comemorado no dia 24 de março numa festa denominada Noruz e rituais próprios.

No Brasil, neste caldeirão de costumes, vestir-se de branco, colocar uma moeda na carteira e comer lentilha na ceia já caiu na concepção do povo. E vai resistindo.

Assim é nos melhores lugares para passar o reveillon no mundo, a começar por Sydney, na Austrália, Barcelona, Berlim, Paris, Londres, Amsterdam, Edimburgo, na Escócia, New York City e é claro,  Copacabana

Copacabana, um brinde a 2014 

Copacabana e o espetáculo pirotécnico. Foto hostelbookers
O réveillon  de Copa foi uma invenção, podemos dizer, dos praticantes do Candomblé, quando lá pelas décadas de 70 e 80, vários grupos se estendiam ao longo da praia entoando cânticos, rezas e apresentando algumas danças, num culto a Iemanjá, com um grande número de adeptos e uma extensa multidão que crescia a cada ano e que ali observava esse espetáculo. Em 1992, o então prefeito, César Maia, percebendo o apelo político e publicitário do evento que já reunia perto de 1 milhão de pessoas, passou a usá-lo como um acontecimento da Prefeitura, com mega shows, holofotes e muito barulho. Mas como dispersar uma multidão tão grande?
Organizou-se um show com Jorge Benjor e Tim Maia e cuja função era reter a grande multidão que ia embora após a queima de fogos. Deu certo. O Réveillon com mega shows consolidou-se.
No ano seguinte com show de  Rod Stewart houve um recorde de público e a grande multidão dispersou-se por cerca de três horas.
A caminho de Copa. O anúncio da grande festa

Os empresários Ricardo Amaral e Mariu's criaram  essa queima de fogos, ao lado da então saudosa cascata do Meridien, indo dos 8 a 10 minutos e saltando para cerca dos dezesseis atuais nas valsas ali dispostas..
Mais que um espetáculo pirotécnico, uma atração turística que desencadeia uma ocupação integral e plena da hotelaria local, um evento que espera este ano cerca de 2 milhões de pessoas, agora mais organizado e que se sobressai no mundo ... que não acabou...que segue, firme e forte.
Copacabana... um brinde a 2014.






Vejamos algumas sequências da virada 2014:


A galera  na Belford Roxo, a rua mais animada de Copa 
A hora da virada

Na Rua Belford Roxo ,integrantes da Banda do Lido
encarregaram-se desde o início da tarde de impulsionar
turistas e visitantes em direção à orla  











sábado, 21 de setembro de 2013

40ª Festa Nacional do Porco no Rolete 2013, Toledo, Paraná

1.--Porco no Rolete.Qualidade e tradição em Toledo
Cerca de trinta mil pessoas são esperadas para a  edição da 40ª Festa Nacional do Porco no Rolete que acontece neste domingo, 22 de setembro na sede do Clube de Caça e Pesca da importante cidade de Toledo, oeste do Paraná.


Há eventos análogos em municípios do Estado, como Itambé, Assis Chateaubriand, Itambaracá e muitos outros face ao expressivo plantel de suínos e às raízes gastronômicas trazidas pelos imigrantes alemães que deram origem a essas manifestações. Itambé, a 42 km de Maringá, também promoveu no dia 1º de setembro uma festa semelhante mas a fama dessa cidade fica por conta do Carneiro de Sol ao Fogo de Chão.


2.-- Um evento consagrado
No entanto,é em Toledo que a Festa Nacional do Porco no Rolete tomou corpo, teve uma grande projeção e agora, por iniciativa do Executivo municipal, acaba de se tornar um Patrimônio Cultural, pelas peculiaridades com que é preparado, pela tradição e pela projeção internacional que adquiriu -- poderia até ser um evento geminado com o lendário Leitão da Bairrada em Portugal -- e cujo número de adeptos não para de crescer.


Na essência da Festa há três concursos: o do melhor porco assado, o do melhor recheio e o do melhor estande. Como vimos em outra postagem, acontece em 130 estandes no Clube de Caça e Pesca de Toledo,onde surgiu originariamente na década de 70, exatamente em 1974, quando um grupo de amigos, naquelas conversas de bar que não são levadas muito a sério, mas que neste caso surtiu um grande proveito, ou seja, fez nascer um dos maiores eventos da gastronomia do oeste paranaense. Foi quando o agricultor Celeste Vivian foi desafiado a assar um porco inteiro num espeto, uma espécie de rolete sempre movido manualmente por uma manivela, dando ao assado uma uniformidade nesse processo. E deu certo.

E quanto aos temperos básicos? há várias versões,detalhes, pormenores, enfim, é uma competição de assadores, ninguém quer abrir a guarda. Há quase uma unanimidade de que basta sal, pimenta do reino, alho, manjerona, um pouco de água e vinho seco. Simples, não! O fato é que, no final, como por exemplo neste ano, trinta mil pessoas vão ser beneficiadas. Com um leitão perfeito... uma iguaria dos deuses... num palco chamado Toledo, Paraná.

Crédito imagens:1.facebook.com; 2.www.facedanoticia.com.br



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Petrópolis ao compasso da tarantella, sabores e cores da Itália

Se já é salutar subir a serra e ver Petrópolis do jeito que é, imagine num cenário tipicamente italiano que se descortina. Refiro-me à 4ª edição da Serra Serata e de volta ao Palácio de Cristal.
O Palácio de Cristal, o palco da Serra Serata

Inicialmente as comemorações em homenagem à colonização italiana que acabam de completar vinte anos levavam o nome de Festa d'Itália e era intercalada entre o Palácio de Cristal, onde nasceu, o bairro Cascatinha e a Praça da Liberdade. Somente no ano de 2010, após ser batizada como Serra Serata, adquiriu uma nova marca, um novo desenho e cujo significado literal se traduz por uma forma festiva a um período de noite -- serata -- e um espaço geográfico que é a própria identidade em que Petrópolis se insere, a serra, daí, Serra Serata

A Itália em Petrópolis
Na edição anterior - 2012 - que aconteceu na Praça da Liberdade e o seu entorno, teve num dos seus  dias a presença de Jerry Adriani, um ícone da MPB e da Jovem Guarda, dos anos 60. No entanto, se por um lado a atuação de um cantor dá um acréscimo ao evento, com a sua interpretação, aliás, nesse caso, com mérito, num italiano impecável, por outro lado, a meu ver, não condiz com uma manifestação folclórica. A não ser que ele fique no meio da tarantella no papel de cantor central,conduzindo a própria dança. Uma massa de visitantes acaba por confundir e mensurar as estimativas, a frequência, entre aqueles que estão ali para vivenciar uma festa no melhor estilo italiano e suas tradições e os que vão unicamente ver os cantores que se apresentam.
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A Serra Serata é uma singular homenagem aos colonos italianos que vieram trabalhar nas primeiras fábricas de Petrópolis. Estima-se hoje que cerca de um terço da população local, já pela 5ª geração, são descendentes desses primeiros emigrantes.
A quarta edição da Serra Serata -- a festa italiana de Petrópolis --  a exemplo da irmã local, a alemã Bauernfest, tambem vem se solidificando como mais uma marca registrada da aconchegante cidade serrana que ostenta uma posição invejável no cenário cultural e turístico do país. Pra se ter uma ideia, no período da festa, de 18 a 22 de setembro, os hotéis no centro e arredores  -- mesmo faltando uns dez dias para o seu início -- já estão com mais de 90% de ocupação comprometida. No entanto quem pretende passar lá um fim de semana e curtir a festa em toda a sua plenitude, os distritos de Itaipava, Pedro do Rio e Secretário dispõem de uma generosa rede hoteleira.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

XVI Bienal do Livro, Rio 2013

A novidade desta edição, digamos, fica por conta dos novos espaços temáticos, muitos lançamentos, mais de uma centena de debates, bate-papos, vinte e sete autores estrangeiros, como, por exemplo, os americanos Corey May, roteirista de games eletrônicos como Assassin's Creed e James C. Hunter (autor de O Monge e o Executivo) e o espanhol Allan Percy ( Nietzche para Estressados ). E,como nas versões anteriores, o Café Literário, Encontro com Autores e Conexão Jovem.
A Bienal é um evento consagrado não só no mercado editorial como também no cenário do turismo. Com 30 anos de história e sempre levado a efeito, no Rio, nos anos ímpares, a Bienal do Livro teve a sua primeira edição em 1983 e divide as suas edições entre as capitais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Neste ano o público jovem está contemplado com o chamado Acampamento na Bienal onde é possível estar frente a frente e bater papo com grandes autores, sobre tecnologia e cultura de convergência, uma espécie de alquimia virtual, o livro que vira filme, que vira game, site etc.
Os pequenos leitores tambem ficarão bastante motivados pelas inúmeras opções que vão encontrar e entre elas um espaço  próprio, como o Planeta Ziraldo, em uma homenagem ao consagrado cartunista e com espetáculos diários, adaptados de textos de sua autoria e apresentados pelo grande protagonista Menino Maluquinho.
É claro que o Riocentro, onde a Bienal acontece é longe do centro da cidade e o transporte coletivo pra lá é diminuto e demorado, cerca de 2 horas, porém um esforço -- não um sacrifício -- que é compensado pelo conteúdo lá existente; e até que um centro de convenções seja construído aqui nas margens da baía de guanabara, o Riocentro é o único espaço ainda que comporta uma mostra do tamanho que é a Bienal do Livro.
Adultos e crianças tem ali, até o dia 8 de setembro, no âmago da XVI Bienal do Livro Rio 2013, uma oportunidade única de ter um contato direto com os seus autores favoritos, de participar das inúmeras atrações paralelas e diárias e, ainda, espaços e motivos para, motivados, se ocuparem e fazerem uma imersão pelo espetacular mundo dos livros e que este ano presta uma homenagem à Alemanha que, aliás, tem lá um espaço generoso e digno de ser visto. E então !!! É ir e conferir.

sábado, 29 de junho de 2013

Petrópolis respira as cores da Alemanha

Como não poderia deixar de ser, é gratificante subir a serra para apreciar de perto as tradições alemãs em Petrópolis e sentir a plenitude de um evento que já é uma marca registrada da cidade -- a BAUERNFEST -- este ano em sua 24ª edição, indo de 28 de junho a 7 de julho.

Um verdadeiro Burgo alemão en torno do Palácio de Cristal, o desfile e apresentações de danças das delegações folclóricas locais e vindas do Sul do País,este ano inovando com a introdução de um carro temático - uma espécie de abre-alas - e a presença da gastrononia germânica e da cerveja, marcando a volta da Cervejaria Bohemia à cidade, são, por si só, um motivo mais que suficiente para visitar Petrópolis  neste período em meio a um clima germânico que ali se debruça, à sua espera. Eu e mais a turma, liderada pela Bianca Coutinho, num total de 46 adeptos dessa festa estaremos lá neste domingo,30 de junho.
É Petrópolis respirando as cores da Alemanha. Vá !!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Porto de Galinhas e o Pontal de Ocaporã



Como outros Estados, Pernambuco tem lá os seus encantos: Uma Olinda que fascina, um litoral generoso, cenários cinematográficos e um paraíso privilegiado, PORTO DE GALINHAS.


Onde ficar: Inúmeros hotéis no litoral se encarregam de tornar a sua estadia mais proveitosa. Acertei em cheio ao ficar no Hotel Pontal do Ocaporã, diria até que ele poderia  - e com méritos - ostentar o título de palco desse paraíso.

Inúmeros chalés, unidades conjugadas  e outras modalidades de acomodações ,em meio a um jardim, conferem todo um ambiente bucólico e poético aos seus hóspedes que , longe do burburinho do centro urbano, querem vivenciar um ambiente anti-stress traduzido pela paisagem que ali se debruça, pelos equipamentos, pela cortesia de todos, a gastronomia ali presente, uma excelente equipe de recreadores que mantem as crianças em constante interação e segurança.



Copacabana, um brinde a 2013

Um pouco do réveillon pelo mundo

A virada do ano em diversos países tem as suas marcas próprias: simpatias, cores, uma ceia adstrita a ingredientes, digamos, mágicos, que tragam bons presságios. Mas, afinal de contas, qual é a receita infalível para esse momento tão festejado? Na Itália, por exemplo, é costume colocar nas janelas objetos antigos e, assim, dar ênfase à transição, ao dualismo ano velho & ano novo; antepastos são preparados e degustados na noite da virada, simbolizando a fartura.

Na Escócia as pessoas de uma forma geral comemoram - acreditem -  beijando a boca de desconhecidos e a comida preferida é a torta de carne.

Na Austria as pessoas jogam  chumbo derretido em um pote com água exatamente às 00h. As imagens, figuras, decorrentes desse ato viram amuletos que trazem sorte para todo ano novo que começa. E por aí vai.

No Irã, o réveillon segue o calendário persa e por isso é comemorado no dia 24 de março numa festa denominada Noruz e rituais próprios.

No Brasil, neste caldeirão de costumes, vestir-se de branco, colocar uma moeda na carteira e comer lentilha na ceia já caiu na concepção do povo. E vai resistindo.

O fato é que, neste ano - 2012 - como o mundo não acabou como previa a concepção maia tudo indica que as comemorações serão mais exacerbadas.

Assim é nos melhores lugares para passar o reveillon no mundo, a começar por Sydney, na Austrália, Barcelona, Berlim, Paris, Londres, Amsterdam, Edimburgo, na Escócia, New York City e é claro,  Copacabana

Copacabana, um brinde a 2013 

Copacabana e o espetáculo pirotécnico. Foto hostelbookers
O réveillon  de Copa foi uma invenção, podemos dizer, dos praticantes do Candomblé, quando lá pelas décadas de 70 e 80, vários grupos se estendiam ao longo da praia entoando cânticos, rezas e apresentando algumas danças, num culto a Iemanjá, com um grande número de adeptos e uma extensa multidão que crescia a cada ano e que ali observava esse espetáculo. Em 1992, o então prefeito, César Maia, percebendo o apelo político e publicitário do evento que já reunia perto de 1 milhão de pessoas, passou a usá-lo como um acontecimento da Prefeitura, com mega shows, holofotes e muito barulho. Mas como dispersar uma multidão tão grande?
Organizou-se um show com Jorge Benjor e Tim Maia e cuja função era reter a grande multidão que ia embora após a queima de fogos. Deu certo. O Réveillon com mega shows consolidou-se.
No ano seguinte com show de  Rod Stewart houve um recorde de público e a grande multidão dispersou-se por cerca de três horas.
Os empresários Ricardo Amaral e Mariu's criaram  essa queima de fogos, ao lado da então cascata do Meridien, indo dos 8 a 10 minutos e saltando para cerca dos dezesseis atuais nas valsas ali dispostas..
Mais que um espetáculo pirotécnico, uma atração turística que desencadeia uma ocupação integral e plena da hotelaria local, um evento que espera este ano cerca de 2 milhões de pessoas, agora mais organizado e que se sobressai no mundo ... que não acabou...que segue, firme e forte.
Copacabana... um brinde a 2013.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Turismo nos trilhos

A malha ferroviária no Brasil já foi mais generosa. No que concerne ao segmento do turismo, hoje, há 32 trens turísticos operando no país e espalhados por onze estados. Um segmento que encontra cada vez mais adeptos. Não há quem não se encante, por exemplo, pela viagem de Curitiba a Paranaguá e Morretes pela cinematográfica Serra do Mar. No Rio de Janeiro, o trem do Corcovado é um bom exemplo de trajeto que sai ali do Cosme Velho até o alto, no Cristo Redentor.

Um pouco da história

A 1ª estação do Brasil ainda com trilhos
Em 27 de abril de 1852 a Presidência da Província do Rio de Janeiro contratou com Irineu Evangelista de Souza, mais tarde o Barão e Visconde Mauá, a construção da 1ª ferrovia do Brasil, uma via férrea que partia de Porto de Mauá ( Magé) até a Raiz da Serra de Petrópolis, numa extensão de 16 km.
Para concretizar esse projeto, em 29 de maio do mesmo ano, na sede do Banco do Brasil, no Rio de janeiro, foi fundada a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, com um capital de 2 mil contos de Réis, dividido em 10 mil ações de Duzentos mil Réis, tendo o Irineu Evangelista de Souza subscrito 2/3 das ações e, pelos estatutos, foi nomeado Presidente da Companhia.
O Decreto do Governo Geral, nº 987 de 12 de junho de 1852, concedeu-lhe o privilégio por 10 anos, para a navegação a vapor entre a Corte ( Rio de Janeiro) e o Porto de Mauá e, cerca de 3 meses depois, na localidade de Fragoso, distrito de Inhomirim, foram inaugurados os trabalhos de construção da ferrovia, com a presença do Imperador e outras autoridades, e, ainda, alguns engenheiros ingleses.
A E.F. Mauá-- a 1ª do Brasil -- foi a responsável pelo primeiro caso de intermodalidade de transporte no Brasil ( hoje chamado de integração).

Petrópolis nos trilhos

Porto de Mauá: do glamour à atual sucata enferrujada
Em 31 de agosto de 1872 a presidência da Província do Rio de Janeiro, junto com o Barão de Mauá, tratou-se do prolongamento da Estrada de ferro até o Alto da Serra, sendo desde logo adotado para a construção da linha o consagrado Sistema Riggenback ( cremalheira central ). A Lei Provincial, nº 1965 de 10 de dezembro de 1873 não só aprovou o Contrato de 31 de agosto, como concedeu outras garantias. Em 20 de fevereiro de 1883, foi aberto o tráfego do trecho Raiz da Serra até Petrópolis, em bitola métrica, pela Companhia Grão Pará, cujas obras tiveram início em agosto de 1881, mas com alterações do projeto  e estudos cedidos por Mauá, um novo traçado, numa extensão de 6km e fartamente utilizada pela família Imperial. Naquela época o tráfego era predominantemente de passageiros e no verão chagavam a circular ali mais de 32 mil por ano. Do Porto de Mauá até aa Raiz da serra eram 16 km e mais 6 km pela Serra dos Órgãos chegava-se a Petrópolis.
Integração Barcas e trem em direção Raiz da Serra
Em 1964 os 70 km entre a Vila Inhomirim e Três Rios foram erradicados e a única forma de alcançar essas cidades é através da BR 040.


Agora, no dia 26 de março de 2012, os Prefeitos de Petrópolis e Magé assinaram um acordo de cooperação técnica junto com a esfera estadual dos transportes e de Obras no sentido de ressuscitar, de reativar a Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, exatamente esse trecho de 6 km entre a Vila Inhomirim e o alto da serra, no sentido de incrementar não só o turismo para  cidade serrana mas também de encurtar o tempo de viagem entre ela e o centro do Rio de Janeiro.

Região servida pela E.F. Mauá

A E. F. Príncipe do Grão-Pará era um prolongamento natural da primeira ferrovia do Brasil, a Estrada de Ferro Petrópolis, iniciada pelo Barão de Mauá e inaugurada em 1854 com a presença de seu passageiro mais ilustre, o Imperador D. Pedro II. Somente em 1883 o trecho chegava à cidade serrana após vencer o plano inclinado da Serra da Estrela entre a Vila Inhomirim ( Raiz da Serra) e o Alto da Serra, em Petrópolis.

Trata-se de um antigo sonho petropolitano e, uma vez, reinstalando-se os 6 km de trilhos no trecho da serra o trem expresso imperial poderá unir-se aos 49 km dos trilhos já existentes, entre a Vila Inhomirim e o Centro do Rio, ali na Estação da Leopoldina. Uma obra e tanto. Documentos já foram entregues pelos Prefeitos das cidades diretamente envolvidas, ao governo do Estado e tudo indica que esse acordo de cooperação técnica tornará a reativação dessa linha uma questão de tempo, concreta.

Vantagens da reativação da E.F.Príncipe do Grão Pará

Além do turismo que tornará ainda mais receptiva aquela cidade serrana, a redução substancial do tempo de viagem, em torno de 1 hora e meia;  ajuda na proteção ambiental e recuperação da região; um estímulo às cidades de Petrópolis e Magé; o custo para recolocar trens rápidos nesse trecho estima-se ser apenas de R$ 70 milhões, ou seja menos de 0,2 por cento do custo do trem bala Rio- SP; por uma viagem de Petrópolis ao centro do Rio pode levar até 3 horas, dependendo das condições de trânsito, essa mesma viagem, como no passado, pode ser feita em 90 minutos e com integração entre os vários deslocamentos de massa; até  à estação Maracanã e ali integrando-se com o Metrô; ou de trem, num percurso de 23 km, do alto da Serra até o Cais Mauá em Guia de Pacobaiba ( Magé) e de lá ao centro do Rio, via Catamarã.

Ponto Final

Com esse projeto de reativação da E F  Grão Pará, mediante  a reimplantação de 6 km de trilhos na Serra da Estrela e com outras intervenções ao longo do trecho da Vila Inhomirim ao Cais Mauá, com a reforma das estações, viadutos, passagens de níveis, aquisição dos trens, montagens das oficinas, reurbanização da área e indenização e deslocamento dos moradores ali instalados e outras obras estruturais, tudo isto num montante , como vimos, na ordem de cerca de R$ 70 milhões. Se depender da ABPF Associação Brasileira de Preservação Ferroviária e do Grupo de Trablho pró-trem,constituído por 16 entidades, como a ALERJ , FIRJAN, UCP, Museu Imperial, IPHAN e outras, dá para afirmar que  é possível, mesmo antes da Copa FIFA de 2014 e das Olimpíadas Rio 2016 ter de volta esse cenário cinematográfico servindo por trens turísticos e resgatando um importante marco da história da ferrovia no Brasil.


Fontes: fotos www.estacoesferroviarias.com.br
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Embarcando para o exterior - Dicas de viagem

Uma viagem para o exterior deve ser bem planejada e, conforme o destino escolhido, há certas peculiaridades de natureza cultural e econômica e que envolvem toda a estadia e deslocamentos nesses destinos. Eis, então, doze dicas básicas e fundamentais que vão tornar a sua viagem mais agradável e sem os contratempos que possam ser desencadeados:

1. Planejando a viagem: antes de viajar certifique-se qual a melhor época para ir ao destino escolhido, já que em algumas regiões pode-se ficar de frente com condições atmosféricas adversas, como nevascas, tempestades de areia, tornados e outras coisas não tão agradáveis; veja a previsão do tempo, as condições para a época escolhida do lugar onde você planeja ficar;

2. Visto para viajar: Muitos preparam as suas viagens e se esquecem do principal - o visto para ingresso no país escolhido.Saiba mais dos destinos que fazem essa exigência consultando o site http://www.mundodosvistos.com.br/paises-que-precisa-de-visto/

3. Passaporte: Tire duas cópias das páginas iniciais do seu passaporte: deixe uma em sua residência e leve com você, além do Passaporte, uma outra cópia plastificada para ser usada no destino sempre que você sair. O Passaporte fica guardado em lugar seguro como por exemplo, o cofre do quarto do hotel onde você ficar hospedado; e essa cópia o substitui, fica com você todo o tempo em mãos e você não corre o risco de perdê-lo. Serve ainda para o preenchimentos dos formulários de
tax free; mas, atenção: além do check-in há situações em que a apresentação do passaporte é necessária;

4. Dinheiro: No dia-a-dia de sua viagem leve apenas o suficiente que você vai precisar para se deslocar  de um lugar para outro, sem imprevistos e, é claro, não leve todo o montante de sua grana; e, ainda, não coloque tudo no mesmo lugar: Leve um pouco na carteira, um outro montante em baixo da roupa, naquelas bolsas de cintura ou no sapato. Não custa ser prudente. Portar um Cartão pré-pago recarregável que permite fazer compras e saques no exterior, como o Visa Travel Money é uma opção segura e interessante;

5. Remédios: Antes de embarcar, certifique-se de que está levando uma pequena bolsa com todos os principais remédios usados no cotidiano e que porventura possam ser utilizados, como os básicos para dor de cabeça, enjôo, dor na coluna, cólicas, antidiarréicos e de alergia ( se tiver alguma), já que nem sempre é fácil adquirir medicamentos fora do país. Veja com o seu médico como montar um kit básico;

6. Dirigir no exterior: Não fique adstrito e preso a táxis, transporte público e outros meios de deslocamentos de massa. A sua CNH, às vezes é válida em certos países e em determinadas condições nem sempre claras. Por isso, é prudente e válido tirar junto ao Detran, a chamada Permissão Internacional para Dirigir http//bit.ly/RNFHyR e, então, sentir a liberdade de explorar e percorrer a estrada no destino escolhido;

7. Viajando para Nova York:  Adquira o "New York City Pass" e economize cerca de 50% ao visitar as principais atrações dessa Metrópole e o que é melhor, sem enfrentar as longas filas para o seu ingresso;

8. Viagens longas: Leve uma mala extra dentro de sua mala, já que é bem provável, diante da sedução do consumo, que uma mala apenas não seja o suficiente para a volta; a mala adicional será a salvação;

9.  Personalize a sua mala: Faça com que ela seja a sua imagem. Imprima um toque todo especial e característico que vai facilitá-lo na hora de encontrá-la na esteira. Há muitas malas iguais que podem ser trocadas. Siga o lema: esperar pela mala se já é chato, imagine não a encontrar no desembarque;

10. TAX FREE: Comprar no exterior é sedutor, pagar os impostos adicionados aos produtos, não tão agradável. Veja como recuperar esses tributos: Basta apresentar o seu passaporte (ou a tal cópia plastificada) na loja onde a mercadoria é adquirida, lá é preenchido o formulário Global Blue/ Global Refund , a fase intermediária do processo tax free. Na volta, no aeroporto, antes do check-in, com a mercadoria à parte para ser exibida e os formulários preenchidos, obtem-se o reembolso do imposto pago. Um privilégio apenas extensivo aos turistas;

11. Seguro-Viagem: é imprescindível a contratação de um seguro viagem, por exemplo,  para a Europa, face a um Tratado, o mais simples conta com uma cobertura de 30 mil Euros mas cujo prêmio não chega a ser tão oneroso, por exemplo para um período de 30 dias ou mais. Há meios de fazer uma simulação, por exemplo nos endereços  www.mondialtravel.com.br ou www.touriscard.com.br. Um imprevisto nas áreas médica e odontológica, por exemplo pode ser desgastante e exigir um alto dispêndio monetário. Daí a necessária e indispensável contratação desse Seguro, e

12. Plano de Milhagem: Com antecedência inscreva-se no plano da companhia aérea escolhida e apresente no check-in o comprovante ( ou o número) da inscrição para pontuação. Faça o mesmo na volta. Se por algum descuido, esquecer, há um prazo para fazê-lo depois, desde que apresente o cartão de embarque. Dá até para fazer uma viagem grátis pelo Brasil ou América do Sul, em períodos de baixa temporada ou promocionais, sem qualquer dispêndio por conta dos pontos adquiridos. E então!!!

Espero ter sido útil na descrição destas dicas. Num próximo post falarei sobre outras com mais pormenores.
Crédito das fotos: oitopassos.com; viajandodireito.com.br; scoopit e touristcard.com.br

terça-feira, 5 de junho de 2012

Um paraíso em Ponta Negra

Entre... sinta-se em casa

É hora de diversão.
Assim defino este recanto na paradisíaca Ponta Negra, a apenas 50 km de Niterói e, especialmente um paraíso, rodeado por uma natureza exuberante e um clima ameno, sem exageros, comparável a Campos do Jordão. Nada mais nada menos que o Cantinho dos Maia & Werberg, do casal de amigos Mário Eduardo e Márcia, sempre solícitos e propalando a arte do bem receber. Um lugar privilegiado, até pelo número reduzido de residências, em torno de umas cinquenta, sem trema mas com tudo em cima - e o que é mais importante - incrustado na base de uma cadeia montanhosa, um cenário cinematográfico.
Cantinho dos Maia & Werberg, um recanto de sabores, de um bate papo amigo e do burburinho salutar, onde é permitido - sem moderação - jogar conversa fora, conversar fiado ( falar da vida alheia, nem pensar), não está nem no cardápio. E entre um prato e outro e
No entorno, uma natureza exuberante

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A cerveja na serra




A alegria de volta a Nova Friburgo
  Com o inverno chegando chegando, um clima romântico acaba por se debruçar na região serrana, nomeadamente pelo tripé Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo que, por unanimidade, apostaram na cerveja como um agente catalisador do turismo. E tudo isso a menos de 100 km do Rio. Vejamos: Petrópolis já se movimenta para a edição da 23ª Bauernfest, pra mim a segunda em grandeza nacional, depois da

Água, malte e lúpulo ... e muito mais

A Bauernfest e o precioso líquido
Como se não bastasse as atrações turísticas presentes na região serrana do Rio - refiro-me às três cidades mais importantes desse cenário - Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo - a exemplar gastronomia, o clima ameno e muitas outras razões, vejo uma movimentação dessas metrópoles, agora no inverno que se aproxima, em fazer valer a cultura cervejeira que assola a região. Senão vejamos: Petrópolis prepara-se para a 23ª edição da sua consagrada Bauernfest, este ano indo de 28 de junho a 8 de julho e já há indícios de que será uma das maiores de sua história. Motivos: a volta da Cervejaria Bohemia à cidade e a grande divulgação do evento em feiras de turismo. Nova Friburgo, por outro lado, a exemplo de Blumenau, com o intuito de reconstruir a cidade, faz ressurgir a sua Maifest levada a efeito neste mês de maio. Já Teresópolis, agora com o nascimento da Vila St.Gallen, considerada o templo da cultura cervejeira na serra, ali no Alto, incorpora todos os ingredientes e está qualificada para uma festa  da Cerveja no mais alto estilo e não há quem duvide. Posso afirmar com convicção que ir a Petrópolis sem visitar a Cervejaria Bohemia e a Teresópolis sem passar na Vila St.Gallen é quase um delito. Saiba mais nos endereços:www.petropolis.rj.gov.br e www.therezopolisgold.com.br

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Airbus 380 - O maior avião de passageiros do mundo

A380 - um hotel cinco estrelas no ar
O Airbus 380, o maior  do mundo, do consórcio aeroespacial franco-alemão EADS teve o seu vôo de testes, inaugural,  no dia 27 de abril de 2005, sob o olhar  de mais de 60 mil pessoas diretamente de Toulouse: 2 pilotos e 4 engenheiros de bordo e mais de 30 engenheiros em terra puderam avaliar através de satélites o desempenho da aeronave nas 4 horas do bem-sucedido vôo de estréia. Vejam alguns pormenores dessa máquina:
O lounge da classe executiva
-- tem 72,75 metros de comprimento, da ponta de uma asa à outra são 60 metros, o que exige adaptações para a maioria dos aeroportos, equivale ao comprimento de um campo de futebol; -- tem 2 andares, 470 metros quadrados, foi projetado para transportar 555 passageiros, mas com espaço para mais de 800; -- a autonomia de vôo é de 15 mil km; -- o desenvolvimento do A380 exigiu investimentos de cerca de 10 bilhões de euros; -- a 1ª empresa a operar comercialmente o A380 foi a Singapore Airlines, por volta de 2007; -- em suas asas há um espaço suficiente para estacionar 70 carros; 11 companhias aéreas  já encomendaram  o A380, a alemã Lufthansa tem 15 unidades, mas é a bem sucedida Emirates a maior compradora, com 43 unidades adquiridas; -- pode ser encomendada com as especificações de cada comprador, com itens de mordomia, como por exemplo instalando-se em seu interior, Bar, Cafeteria, bibliotecas e salas de leitura e muitos outros itens de conforto.Nas aeronaves em circulação, a classe executiva, além de muitos itens de comodidade,  tem área lounge com sofás, um bar na parte de trás do avião, com bebidas e aperitivos grátis, 15 toaletes, sendo 2 com chuveiros, porém, deve-se fazer a  reserva até 1 hora antes e o limite de água corrente é de 5 minutos; -- a tripulação pode chegar a 30 pessoas; a classe econômica, desprovida, no entanto, de tantos luxos tem filas de 4 assentos cada. Quanto aos preços dos vôos, é claro que são um pouco mais salgados, digamos é como um hotel 5 estrelas no ar.

Interior: luxo e comodidade
No Brasil: a Infraero liberou a operação dessa aeronave exatamente para a Emirates a partir do final de 2011, com a condição de não operar no horário de pico, sugerindo que o pouso se dê entre 16 e 16:30 h e 2h para a decolagem. O certo é que, face ao tamanho descomunal da aeronave, cada aeroporto que deseje receber o A380 tem que investir cerca de 100 milhões de dólares para se ajustar a essa máquina que veio a desafiar a Boeing na acirrada batalha de competição pelo mercado mundial e desencadeando uma nova página na história da aviação.


(fonte: Reuters, DW-WORLD.DE Deutsche Welle, bbc.co.uk e obviousmag.org)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Blumenau, um brinde a 2012: Cerveja, história, tradição e cultura

Quando falamos em Blumenau, associamos essa exemplar cidade de Santa Catarina, à colonização alemã que primou por manter os traços e difundir a cultura dos antepassados, não só no trabalho, como na vida social, na arquitetura, nas artes e, nomeadamente, na gastronomia. Vejamos um dos seus legados: a fabricação da cerveja. Inicialmente cerca de 20 cervejarias predominavam na Blumenau antiga, uma produção caseira e que abastecia de maneira modesta alguns eventos, bailes e festas familiares. Em seguida, as grandes corporações acabaram por incorporá-las.
No entanto, os descendentes alemães, apegados que são às tradições culturais e gastronômicas dos seus ancestrais uniram-se para fazer com que a cidade recuperasse todos esses valores e o resultado não poderia ser outro: novas cervejarias despontaram na região, agradando de cheio o público e primando pela qualidade. Todas - e o que é importante - seguem  a Lei da Pureza - Reinheitsgebot, a mais antiga prescrição de qualidade alimentícia do mundo, decretada pelo duque Guilherme IV no ano de 1516, onde está consignado que a cerveja só pode ser feita de água, lúpulo, fermento e malte: " Hopfen und Malz, Gott erhalt's ( Lúpulo e malte, Deus conserve).  Essa lei, em vigor até hoje na Alemanha, proibe o uso de quaisquer conservantes ou cereais não maltados na fabricação da bebida. Em outros países, como o Brasil, é usual complementar ou substituir parte dos ingredientes por certos cereais com amido, como o arroz e o milho.

A Vila Germânica
Hoje, em Blumenau, as cervejarias estão cada vez mais ligadas e integradas ao turismo e à cultura da região. Para os apreciadores de uma boa cerveja, como eu, a dica é, inicialmente, visitar o Museu da Cerveja, onde se começa a afinar o paladar com o vídeo de cerca de vinte minutos ali exibido, seguir até à Vila Germânica, ao lado dos pavilhões da anual Oktoberfest, onde há umas dezenas de lojinhas com souvenirs e apetrechos ligados ao tema, fazer um passeio pelas cervejarias artesanais, selecionar algumas das centenas existentes e, tendo tempo, frequentar o chamado " Bar da Fábrica" conferir o horário de abertura (geralmente começam a funcionar na parte da tarde). É  bom agendar as visitas diretamente pelo telefone com cada cervejaria. Veja alguns exemplos: www.dasbier.com.br ; www.borck.com.br ; www.bierland.com.br ;www.zehnbier.com.br ; www.schornstein.com.br e www.zehnbier.com.br . Com Oktoberfest ou não, a cerveja é tradição, história e cultura em Blumenau. Outras cidades já vem oferecendo e dispondo de pólos cervejeiros com requinte, como é o caso de Campos do Jordão, Petrópolis na região serrana do Rio, com a Bauernfest e a volta à cidade da mais antiga cervejaria do país, a Bohemia, e agora, recentemente, também na vizinha Teresópolis que ganhou um complexo cervejeiro, a Vila St.Gallen, que pelas fotos, elogios e matérias que tenho visto é um cenário dos deuses, um verdadeiro santuário do tão precioso e apreciado líquido e da boa gastronomia.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Voluntariado e Estágio no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO - mantém desde 2004 um Programa de Voluntariado na sua Sede da cidade serrana de Teresópolis, RJ, mediante certas condições de admissibilidade.
Há também o Programa de Estágio Voluntário do Parnaso para estudantes de graduação e aberto aos interesados de qualquer instituição universitária de qualquer parte do país, uma forma muito salutar e agradável de, num prazo mínimo de 3 meses, ter um contato mais estreito em atividades relacionadas com a sua área de formação, ao mesmo tempo em que há uma verdadeira imersão no dia-a-dia de uma unidade de conservação, manejo e gestão do parque como é em excelência o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Além de atividades ligadas, é claro, à fauna e à flora, há ações de educação ambiental, orientação e controle de visitantes e apoio à pesquisa científica. Há uma série de requisitos que devem ser seguidos, como 50% da graduação já concluída, ter um plano de saúde com cobertura da área do Parnaso ( Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim ), nesse período o participante recebe acomodação, uniforme, ingresso livre no Parque, mesmo fora do horário de seu estágio podendo acampar e, conforme a atividade, usufruir  também de auxílio alimentação.  Cada estudante desenvolve um projeto individual que vem a se constituir num contributo para a sua formação profissional e seu crescimento pessoal, ao mesmo tempo em que pode ser inserido em monografias  de conclusão de curso. Uma boa oportunidade para todos aqueles estudantes que dispõem de tempo, tem de cumprir um estágio e desejam aproveitá-lo  numa ação tão exemplar como a oferecida pelo PARNASO. Consulte a sua instituição de ensino e veja mais informações sobre esssa parte curricular para estudantes de Veterinária, Bilologia, Ciências Ambientais, Engenharia Florestal, Turismo e áreas afins no endereço www.ibama.gov.br/parnaso. Eu mesmo acabo de fazer uma consulta para aplicar (e bem) um pouco do meu tempo no Programa de Voluntariado nesse cartão postal que é o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Teresópolis, RJ. Não vejo a hora!!!

Com as crianças pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Dedo de Deus, símbolo de Tere
Com as férias escolares fluindo é hora de sair do lugar comum, das atrações triviais e subir a serra para ir ao encontro do maior cartão postal da natureza exuberante da Serra do Mar. Destino: Teresópolis, região serrana do Rio, Parque Nacional da Serra dos Órgãos, englobando ainda os municípios de Guapimirim, Magé e Petrópolis. É uma área de visitação permanente e administrada pelo Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade - ICMBIO.
Notabiliza-se pela presença do Dedo de Deus, com 1692 m e símbolo do montanhismo brasileiro com um maior fluxo de adeptos no período de menos chuvas, de maio a setembro, com a abertura da temporada, o ponto culminante é a Pedra do Sino, O PARNASO dispões de guias autorizados pelo IBAMA para conduzir os novatos até o alto dos picos mais difíceis, ao mesmo tempo, transmitindo dicas de alpínismo e, é claro, cercados de equipamentos para  nortear essas ações do ponto de vista meteorológico.
Há três diferentes sedes e, em cada uma delas é possível participar de atividades sem a necessidade de uma reserva antecipada e sem custo adicional, como, por exemplo, caminhadas em trilhas, escaladas, banhos de cachoeira e outras que as crianças naturalmente vão adorar, como por exemplo a Piscina natural do Parnaso, gentilmente conhecida como a prainha de Tere, face ao grande número de visitantes nos finais de semana.
É importante, no entanto, conhecer os termos de risco, para aqueles que desejam fazer trilhas e acampar sem guias especializados, o que não recomendo, pos trata-se de uma aventura que exige o conhecimento prévio dos trajetos e ao mesmo tempo a obrigatoriedade do uso de equipamentos próprios.

A emocionante travessia Petrópolis- Teresópolis
Tem o nome de Serra dos Órgãos dado pelos colonizadores portugueses que viram no desenho dos picos da extensa cadeia montanhosa, uma semelhança, uma aparência com os órgãos das igrejas européias. Para quem tem fôlego, uma aventura que ficará inesquecível é a travessia Petrópolis - Teresópolis, que começa na sede da cidade imperial, no bairro de Bonfim, tem mais de 30 km e duração de aproximadamente 3 dias de caminhada pesada e pernoites no trajeto. Vai encarar!! Há caminhadas para todos os tipos de pessoas, até para cadeirantes, vários níveis de dificuldades e há até uma lista de condutores que pode ser consultada na página do Parnaso. Que tal fazer algo diferente e, em grupo, desvendar esse trajeto!
Aventure-se pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Os ingresssos antecipados pode ser adquiridos antecipadamente  e outros pormenores merecem ser conhecidos no endereço www.parnaso.tur.br. Se dispor de mais tempo, presenteie as crianças levando-as a acampar lá, com absoluta segurança e emoção nesse paradisiaco e exuberante cenário que é a natureza da Serra do Mar.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A pé pelo Centro do Rio. Confeitaria Colombo

Com mais de um século de existência, a Confeitaria Colombo, ali na Gonçalves Dias 32, no centro nervoso e histórico do Rio, se confunde com a própria história da cidade.
Fundada em 1894 pelos imigrantes portugueses Joaquim  Borges de Meireles e Manuel José Lebrão, num momento em que a capital do país fervia na sua essência, desencadeada pelas celebridades da época, os intelectuais, políticos e membros da Academia Brasileira de Letras num período de grande efervescência cultural.
Os seus salões interiores, nas duas primeiras décadas do século passado, passaram por algumas reformas, com um toque  Art Nouveau e grandes espelhos de cristal vindos da Antuérpia e ricas molduras de jacarandá.
Entre os seus frequentadores, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Villa-Lobos, Getúlio Vargas, JK, todos traçavam ali os seus planos de ação.O rei Alberto, da Bélgica, em 1920 e a rainha Elizabeth, da Inglaterra, em 1968 foram os seus mais ilustres visitantes.
Como parte da sua história, a Confeitaria Colombo que foi imortalizada na novela "O Casarão", de Lauro Cézar Muniz, em 1976 insere-se no roteiro turístico do centro do Rio que deve ser feito a pé, sem pressa e com muita contemplação; abriga lá o Espaço Memória, criado em 2002,  com um rico acervo para ser apreciado e o que é mais importante: pode ser reservado para eventos  com até 30 pessoas.
Confeitaria Colombo, centro do Rio. Uma legenda da gastronomia carioca. Comece ali no início, na entrada, no Bar Jardim e, se não tiver pressa, vá até o segundo andar, há lá o Restaurante Cristóvão, com um cardápio que muda diariamente e inspirado nos países da península ibérica.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Festa Nacional do Porco no Rolete, Toledo, Paraná.

Porco no Rolete. Uma iguaria dos deuses
Chequei à conclusão de que o Paraná é o Estado mais rico e privilegiado na gastronomia. Se não bastasse o lendário Barreado, de Morretes, na volta a Curitiba pela Graciosa, fiquei dividido entre a exuberante paisagem e um grupo de caçadores, na melhor acepção da palavra que, ali mesmo no ônibus, falavam do oeste do Paraná, atentos para o 38º festival gastronômico, nada mais nada menos que a Festa Nacional do Porco no Rolete, na cidade deToledo.
Até há pouco tempo julgava que o porco era mais adstrito às tradições portuguesas e um ponto alto da cozinha alemã, chego até a lembrar de Dusseldorf, Mainz, Colônia e Frankfurt durante a Copa do Mundo de 2006 e aqueles almoços "eisbein" com chucrute acompanhada pelas irrecusáveis weissbiers. Mas vamos ao que interessa.
Toledo foi colonizada basicamente por alemães e, talvez por isso o Porco no Rolete tenha a sua explicação, ao adicionar-se uma quantidade de temperos sutis, como a alfazema, o alecrim, a noz-moscada e um Riesling, aquele vinho branco que, no preparo, faz a diferença.
O cenário da festa
Um pouco da história: Tudo começou em maio de 1974 na sede campestre do Clube de Caça e Pesca de Toledo, um grupo de amigos, em torno de uma mesa, entre uma cuia de chimarrão e  caipirinhas, um braseiro aceso e um churrasco em ação, os acordes de um violão e gaita, muita história, conversa fiada, apostas e aquelas salutares provocações que só acontecem numa roda de amigos, surgiu ali uma grande idéia: um dos sócios lançou um desafio: que conseguiria assar um porco inteiro, enfiado num espeto de madeira - o rolete - que girava manualmente.
Logo, outros sócios do clube, empolgados, começaram a formar equipes com seus respectivos assadores. A diretoria do Clube elaborou um regulamento, convidou em grupo seleto de juizes degustadores e nascia, assim, o mais delicioso evento gastronômico do Brasil - a Festa do Porco no Rolete cujo ponto alto é exatamente o torneio entre as equipes de assadores.
Há todo um ritual que envolve essa receita, o seu preparo que chega a quase vinte horas de gestação. O porco, diríamos, o leitão, deve ter cerca de 6 meses e um mês antes do abate, a alimentação é trocada para que haja a diminuição da banha, com a manutenção do peso ideal, lá pela casa dos 20 kg. Cada equipe de asadores tem a liberdade de dar asas à sua criatividade quanto ao tempero e ao recheio. O fato é que, a maneira como o porco é preparado, em Toledo, não é mais uma técnica e sim uma arte e todo o sacrifício da concepção à espera vale a pena.
Toledo. Leitão e turismo
Festa Nacional do Porco no Rolete, Toledo, Paraná já foi até tema do enredo da Escola de Samba Unidos da Ponte, do carnaval carioca de 1995. Há lá, ainda, a Festa do Leitão a Xaxim e a Festa do Porco Recheado e assado ao Forno.Toledo, oeste do Paraná, a 38 km de Cascavel, pouco mais de 100 mil habitantes, o maior plantel de suínos do Estado e uma gastronomia de lamber os dedos.
Se me perguntarem se prefiro o leitão da bairrada, lá em Portugal e o leitão no Rolete, aqui em Toledo direi categoricamente: - quero os dois.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Natal. Sol, turismo e o maior cajueiro do mundo

Sem desmerecer os outros destinos, Natal tem o privilégio de ter por ano mais de 300 dias de sol, exatamente como o turista, como o viajante procura. Como atração imperdível, uma árvore, isso mesmo, uma única árvore, também conhecida como o Cajueiro de Pirangi, localizado na Praia de Pirangi do Norte, a 12 km do centro de Natal. Cobrindo uma área de aproximadamente 8.500 m2, o cajueiro foi plantado em 1888 e desde 1994 figura no Guiness Book, constituindo-se, face à curiosidade, ponto obrigatório de visita.
Uma floresta? Não .Apenas um cajueiro
O curioso é que a planta continua crescendo e já toma grande parte da rodovia que passa no seu entorno, ensejando, assim, uma polêmica: uns a favor da poda, mas a maioria da população contra, o que ocasiona na alta temporada alguns congestionamentos no trânsito. Fala-se até em promover a desapropriação dos imóveis ao seu redor. O melhor mesmo é a atração que ela causa ao turismo, gerando divisas.
O cajueiro tem, afinal, o direito de crescer em paz, sem limites, livre para todos os lados e continuar, assim, a ostentar o título de "o maior cajueiro do mundo", o maior ser vivo frutífero do planeta. Vá e surpreenda-se!!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uma receita de sucesso

Um parâmetro: Damon Albarn
Como posso definir uma adolescente que tem todos os predicados, é fadada ao êxito e se dá bem em todas as incursões que realiza. Nascida num tímido inverno de 1997, emigrou para os Estados Unidos, radicando-se num dos Estados mais singulares daquele país - Connecticut - precisamente na cidade de Bethel e, na sequência, Danbury. Lá alfabetizada com méritos, fez teatro, música, participou de algumas peças, desenha como ninguém,enfim, como posso dizer, reuniu, agregou tantas qualidades e outras línguas além dos idiomas de Camões e Shaeskespeare e olhem que esqueci de citar que ela também canta, chegou a ser um clone da Lady Gaga, ama Os Gorillaz, Os Beatles e tem o Damon Albarn como um exemplo de tenacidade e sucesso. Agora, no ensino universitário, prepara-se para fazê-lo , nada mais nada menos do que no Reino Unido, no fog Londrino e, tenho certeza - e não há quem duvide - de que procurará unir o útil ao agradável, de "cursar a universidade e rever o Damon Albarn" - espero que compreendam as aspas - de alta qualidade.
La Fromagerie: para apaixonados pelas boas coisas da gula
Atrevo-me a sugerir à Bianca duas pérolas da cozinha londrina: o La Fromagerie (2-6 Moxon Street, Marylebone W1U 4 EW) perto da estação Backer Sreet, do metrô, uma espécie de delicatessen/loja/armazem/bar/wine bar/café, chamado Tasting Café, o lugar ideal para o chá da tarde, depois de bater perna em Londres o dia inteiro.
Leitura e gastronomia em Notting Hill
E, também, um dos espaços que a Bianca faz questão de frequentar, desde que nasceu: uma livraria a Book for Cooks  (4 Blenheim Crescent W11 1N Notting Hill ) perto da estação Ladbroke Grove, com milhares de livros de todo o mundo e, querendo almoçar, há, nos fundos o canto onde as receitas são colocadas em prática, na chamada Test Kitchen. Um detalhe: chegue cedo, são poucas mesas, muito disputadas.Peça um almoço completo, com entrada, prato principal e sobremesa, do jeito que você gosta e por cerca de 7 libras, uma pechincha estando em Londres, não!


Eu pessoalmente gosto mesmo é de churrasco grego. Na realidade é turco, mas ,deixando de lado a nacionalidade há um ali na Casper Líbero, Sampa, nos arredores da estação da Luz, um ponto de venda e se eu estiver passando lá, perto da barraca, paro e como um. É o melhor "almoço" do mundo. E como estou por aqui ainda gosto dos restaurantes antigos, tipo o Lamas e um, ali na Rua da Alfândega, o Salim, um árabe de lamber os dedos. Um café deixo para O Feirante. Quanta diferença, hein!!

Fico aqui imaginando como a Bianca irá voltar com tanta bagagem, depois de três anos estudando com alunos de mais de 40 países, de conhecer o mentor de tudo isso, o Damon Albarn de estar em Liverpool e refazer a rota dos Beatles, de estar sempre envolvida e afoita com os chás, cafés da tarde e com a formalidade britânica. Agora, uma pequena confindência: Tenho informações de que ela vai ficar lá radicada (está até procurando apartamento) e esperando a sua irmã Alice, mais nova 13 anos e pouco e já seguindo os mesmos passos. Pelo menos isso, uma boa companhia!!!
Neste caso vou deixar aqui alguns endereços:www.londresparaprincipiantes.com.br , www.portalsaofrancisco.com.br e www.canallondres.tv/wordpress