sábado, 21 de setembro de 2013

40ª Festa Nacional do Porco no Rolete 2013, Toledo, Paraná

1.--Porco no Rolete.Qualidade e tradição em Toledo
Cerca de trinta mil pessoas são esperadas para a  edição da 40ª Festa Nacional do Porco no Rolete que acontece neste domingo, 22 de setembro na sede do Clube de Caça e Pesca da importante cidade de Toledo, oeste do Paraná.


Há eventos análogos em municípios do Estado, como Itambé, Assis Chateaubriand, Itambaracá e muitos outros face ao expressivo plantel de suínos e às raízes gastronômicas trazidas pelos imigrantes alemães que deram origem a essas manifestações. Itambé, a 42 km de Maringá, também promoveu no dia 1º de setembro uma festa semelhante mas a fama dessa cidade fica por conta do Carneiro de Sol ao Fogo de Chão.


2.-- Um evento consagrado
No entanto,é em Toledo que a Festa Nacional do Porco no Rolete tomou corpo, teve uma grande projeção e agora, por iniciativa do Executivo municipal, acaba de se tornar um Patrimônio Cultural, pelas peculiaridades com que é preparado, pela tradição e pela projeção internacional que adquiriu -- poderia até ser um evento geminado com o lendário Leitão da Bairrada em Portugal -- e cujo número de adeptos não para de crescer.


Na essência da Festa há três concursos: o do melhor porco assado, o do melhor recheio e o do melhor estande. Como vimos em outra postagem, acontece em 130 estandes no Clube de Caça e Pesca de Toledo,onde surgiu originariamente na década de 70, exatamente em 1974, quando um grupo de amigos, naquelas conversas de bar que não são levadas muito a sério, mas que neste caso surtiu um grande proveito, ou seja, fez nascer um dos maiores eventos da gastronomia do oeste paranaense. Foi quando o agricultor Celeste Vivian foi desafiado a assar um porco inteiro num espeto, uma espécie de rolete sempre movido manualmente por uma manivela, dando ao assado uma uniformidade nesse processo. E deu certo.

E quanto aos temperos básicos? há várias versões,detalhes, pormenores, enfim, é uma competição de assadores, ninguém quer abrir a guarda. Há quase uma unanimidade de que basta sal, pimenta do reino, alho, manjerona, um pouco de água e vinho seco. Simples, não! O fato é que, no final, como por exemplo neste ano, trinta mil pessoas vão ser beneficiadas. Com um leitão perfeito... uma iguaria dos deuses... num palco chamado Toledo, Paraná.

Crédito imagens:1.facebook.com; 2.www.facedanoticia.com.br



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Petrópolis ao compasso da tarantella, sabores e cores da Itália

Se já é salutar subir a serra e ver Petrópolis do jeito que é, imagine num cenário tipicamente italiano que se descortina. Refiro-me à 4ª edição da Serra Serata e de volta ao Palácio de Cristal.
O Palácio de Cristal, o palco da Serra Serata

Inicialmente as comemorações em homenagem à colonização italiana que acabam de completar vinte anos levavam o nome de Festa d'Itália e era intercalada entre o Palácio de Cristal, onde nasceu, o bairro Cascatinha e a Praça da Liberdade. Somente no ano de 2010, após ser batizada como Serra Serata, adquiriu uma nova marca, um novo desenho e cujo significado literal se traduz por uma forma festiva a um período de noite -- serata -- e um espaço geográfico que é a própria identidade em que Petrópolis se insere, a serra, daí, Serra Serata

A Itália em Petrópolis
Na edição anterior - 2012 - que aconteceu na Praça da Liberdade e o seu entorno, teve num dos seus  dias a presença de Jerry Adriani, um ícone da MPB e da Jovem Guarda, dos anos 60. No entanto, se por um lado a atuação de um cantor dá um acréscimo ao evento, com a sua interpretação, aliás, nesse caso, com mérito, num italiano impecável, por outro lado, a meu ver, não condiz com uma manifestação folclórica. A não ser que ele fique no meio da tarantella no papel de cantor central,conduzindo a própria dança. Uma massa de visitantes acaba por confundir e mensurar as estimativas, a frequência, entre aqueles que estão ali para vivenciar uma festa no melhor estilo italiano e suas tradições e os que vão unicamente ver os cantores que se apresentam.
.
A Serra Serata é uma singular homenagem aos colonos italianos que vieram trabalhar nas primeiras fábricas de Petrópolis. Estima-se hoje que cerca de um terço da população local, já pela 5ª geração, são descendentes desses primeiros emigrantes.
A quarta edição da Serra Serata -- a festa italiana de Petrópolis --  a exemplo da irmã local, a alemã Bauernfest, tambem vem se solidificando como mais uma marca registrada da aconchegante cidade serrana que ostenta uma posição invejável no cenário cultural e turístico do país. Pra se ter uma ideia, no período da festa, de 18 a 22 de setembro, os hotéis no centro e arredores  -- mesmo faltando uns dez dias para o seu início -- já estão com mais de 90% de ocupação comprometida. No entanto quem pretende passar lá um fim de semana e curtir a festa em toda a sua plenitude, os distritos de Itaipava, Pedro do Rio e Secretário dispõem de uma generosa rede hoteleira.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

XVI Bienal do Livro, Rio 2013

A novidade desta edição, digamos, fica por conta dos novos espaços temáticos, muitos lançamentos, mais de uma centena de debates, bate-papos, vinte e sete autores estrangeiros, como, por exemplo, os americanos Corey May, roteirista de games eletrônicos como Assassin's Creed e James C. Hunter (autor de O Monge e o Executivo) e o espanhol Allan Percy ( Nietzche para Estressados ). E,como nas versões anteriores, o Café Literário, Encontro com Autores e Conexão Jovem.
A Bienal é um evento consagrado não só no mercado editorial como também no cenário do turismo. Com 30 anos de história e sempre levado a efeito, no Rio, nos anos ímpares, a Bienal do Livro teve a sua primeira edição em 1983 e divide as suas edições entre as capitais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Neste ano o público jovem está contemplado com o chamado Acampamento na Bienal onde é possível estar frente a frente e bater papo com grandes autores, sobre tecnologia e cultura de convergência, uma espécie de alquimia virtual, o livro que vira filme, que vira game, site etc.
Os pequenos leitores tambem ficarão bastante motivados pelas inúmeras opções que vão encontrar e entre elas um espaço  próprio, como o Planeta Ziraldo, em uma homenagem ao consagrado cartunista e com espetáculos diários, adaptados de textos de sua autoria e apresentados pelo grande protagonista Menino Maluquinho.
É claro que o Riocentro, onde a Bienal acontece é longe do centro da cidade e o transporte coletivo pra lá é diminuto e demorado, cerca de 2 horas, porém um esforço -- não um sacrifício -- que é compensado pelo conteúdo lá existente; e até que um centro de convenções seja construído aqui nas margens da baía de guanabara, o Riocentro é o único espaço ainda que comporta uma mostra do tamanho que é a Bienal do Livro.
Adultos e crianças tem ali, até o dia 8 de setembro, no âmago da XVI Bienal do Livro Rio 2013, uma oportunidade única de ter um contato direto com os seus autores favoritos, de participar das inúmeras atrações paralelas e diárias e, ainda, espaços e motivos para, motivados, se ocuparem e fazerem uma imersão pelo espetacular mundo dos livros e que este ano presta uma homenagem à Alemanha que, aliás, tem lá um espaço generoso e digno de ser visto. E então !!! É ir e conferir.

sábado, 29 de junho de 2013

Petrópolis respira as cores da Alemanha

Como não poderia deixar de ser, é gratificante subir a serra para apreciar de perto as tradições alemãs em Petrópolis e sentir a plenitude de um evento que já é uma marca registrada da cidade -- a BAUERNFEST -- este ano em sua 24ª edição, indo de 28 de junho a 7 de julho.

Um verdadeiro Burgo alemão en torno do Palácio de Cristal, o desfile e apresentações de danças das delegações folclóricas locais e vindas do Sul do País,este ano inovando com a introdução de um carro temático - uma espécie de abre-alas - e a presença da gastrononia germânica e da cerveja, marcando a volta da Cervejaria Bohemia à cidade, são, por si só, um motivo mais que suficiente para visitar Petrópolis  neste período em meio a um clima germânico que ali se debruça, à sua espera. Eu e mais a turma, liderada pela Bianca Coutinho, num total de 46 adeptos dessa festa estaremos lá neste domingo,30 de junho.
É Petrópolis respirando as cores da Alemanha. Vá !!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Porto de Galinhas e o Pontal de Ocaporã



Como outros Estados, Pernambuco tem lá os seus encantos: Uma Olinda que fascina, um litoral generoso, cenários cinematográficos e um paraíso privilegiado, PORTO DE GALINHAS.


Onde ficar: Inúmeros hotéis no litoral se encarregam de tornar a sua estadia mais proveitosa. Acertei em cheio ao ficar no Hotel Pontal do Ocaporã, diria até que ele poderia  - e com méritos - ostentar o título de palco desse paraíso.

Inúmeros chalés, unidades conjugadas  e outras modalidades de acomodações ,em meio a um jardim, conferem todo um ambiente bucólico e poético aos seus hóspedes que , longe do burburinho do centro urbano, querem vivenciar um ambiente anti-stress traduzido pela paisagem que ali se debruça, pelos equipamentos, pela cortesia de todos, a gastronomia ali presente, uma excelente equipe de recreadores que mantem as crianças em constante interação e segurança.



Copacabana, um brinde a 2013

Um pouco do réveillon pelo mundo

A virada do ano em diversos países tem as suas marcas próprias: simpatias, cores, uma ceia adstrita a ingredientes, digamos, mágicos, que tragam bons presságios. Mas, afinal de contas, qual é a receita infalível para esse momento tão festejado? Na Itália, por exemplo, é costume colocar nas janelas objetos antigos e, assim, dar ênfase à transição, ao dualismo ano velho & ano novo; antepastos são preparados e degustados na noite da virada, simbolizando a fartura.

Na Escócia as pessoas de uma forma geral comemoram - acreditem -  beijando a boca de desconhecidos e a comida preferida é a torta de carne.

Na Austria as pessoas jogam  chumbo derretido em um pote com água exatamente às 00h. As imagens, figuras, decorrentes desse ato viram amuletos que trazem sorte para todo ano novo que começa. E por aí vai.

No Irã, o réveillon segue o calendário persa e por isso é comemorado no dia 24 de março numa festa denominada Noruz e rituais próprios.

No Brasil, neste caldeirão de costumes, vestir-se de branco, colocar uma moeda na carteira e comer lentilha na ceia já caiu na concepção do povo. E vai resistindo.

O fato é que, neste ano - 2012 - como o mundo não acabou como previa a concepção maia tudo indica que as comemorações serão mais exacerbadas.

Assim é nos melhores lugares para passar o reveillon no mundo, a começar por Sydney, na Austrália, Barcelona, Berlim, Paris, Londres, Amsterdam, Edimburgo, na Escócia, New York City e é claro,  Copacabana

Copacabana, um brinde a 2013 

Copacabana e o espetáculo pirotécnico. Foto hostelbookers
O réveillon  de Copa foi uma invenção, podemos dizer, dos praticantes do Candomblé, quando lá pelas décadas de 70 e 80, vários grupos se estendiam ao longo da praia entoando cânticos, rezas e apresentando algumas danças, num culto a Iemanjá, com um grande número de adeptos e uma extensa multidão que crescia a cada ano e que ali observava esse espetáculo. Em 1992, o então prefeito, César Maia, percebendo o apelo político e publicitário do evento que já reunia perto de 1 milhão de pessoas, passou a usá-lo como um acontecimento da Prefeitura, com mega shows, holofotes e muito barulho. Mas como dispersar uma multidão tão grande?
Organizou-se um show com Jorge Benjor e Tim Maia e cuja função era reter a grande multidão que ia embora após a queima de fogos. Deu certo. O Réveillon com mega shows consolidou-se.
No ano seguinte com show de  Rod Stewart houve um recorde de público e a grande multidão dispersou-se por cerca de três horas.
Os empresários Ricardo Amaral e Mariu's criaram  essa queima de fogos, ao lado da então cascata do Meridien, indo dos 8 a 10 minutos e saltando para cerca dos dezesseis atuais nas valsas ali dispostas..
Mais que um espetáculo pirotécnico, uma atração turística que desencadeia uma ocupação integral e plena da hotelaria local, um evento que espera este ano cerca de 2 milhões de pessoas, agora mais organizado e que se sobressai no mundo ... que não acabou...que segue, firme e forte.
Copacabana... um brinde a 2013.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Turismo nos trilhos

A malha ferroviária no Brasil já foi mais generosa. No que concerne ao segmento do turismo, hoje, há 32 trens turísticos operando no país e espalhados por onze estados. Um segmento que encontra cada vez mais adeptos. Não há quem não se encante, por exemplo, pela viagem de Curitiba a Paranaguá e Morretes pela cinematográfica Serra do Mar. No Rio de Janeiro, o trem do Corcovado é um bom exemplo de trajeto que sai ali do Cosme Velho até o alto, no Cristo Redentor.

Um pouco da história

A 1ª estação do Brasil ainda com trilhos
Em 27 de abril de 1852 a Presidência da Província do Rio de Janeiro contratou com Irineu Evangelista de Souza, mais tarde o Barão e Visconde Mauá, a construção da 1ª ferrovia do Brasil, uma via férrea que partia de Porto de Mauá ( Magé) até a Raiz da Serra de Petrópolis, numa extensão de 16 km.
Para concretizar esse projeto, em 29 de maio do mesmo ano, na sede do Banco do Brasil, no Rio de janeiro, foi fundada a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, com um capital de 2 mil contos de Réis, dividido em 10 mil ações de Duzentos mil Réis, tendo o Irineu Evangelista de Souza subscrito 2/3 das ações e, pelos estatutos, foi nomeado Presidente da Companhia.
O Decreto do Governo Geral, nº 987 de 12 de junho de 1852, concedeu-lhe o privilégio por 10 anos, para a navegação a vapor entre a Corte ( Rio de Janeiro) e o Porto de Mauá e, cerca de 3 meses depois, na localidade de Fragoso, distrito de Inhomirim, foram inaugurados os trabalhos de construção da ferrovia, com a presença do Imperador e outras autoridades, e, ainda, alguns engenheiros ingleses.
A E.F. Mauá-- a 1ª do Brasil -- foi a responsável pelo primeiro caso de intermodalidade de transporte no Brasil ( hoje chamado de integração).

Petrópolis nos trilhos

Porto de Mauá: do glamour à atual sucata enferrujada
Em 31 de agosto de 1872 a presidência da Província do Rio de Janeiro, junto com o Barão de Mauá, tratou-se do prolongamento da Estrada de ferro até o Alto da Serra, sendo desde logo adotado para a construção da linha o consagrado Sistema Riggenback ( cremalheira central ). A Lei Provincial, nº 1965 de 10 de dezembro de 1873 não só aprovou o Contrato de 31 de agosto, como concedeu outras garantias. Em 20 de fevereiro de 1883, foi aberto o tráfego do trecho Raiz da Serra até Petrópolis, em bitola métrica, pela Companhia Grão Pará, cujas obras tiveram início em agosto de 1881, mas com alterações do projeto  e estudos cedidos por Mauá, um novo traçado, numa extensão de 6km e fartamente utilizada pela família Imperial. Naquela época o tráfego era predominantemente de passageiros e no verão chagavam a circular ali mais de 32 mil por ano. Do Porto de Mauá até aa Raiz da serra eram 16 km e mais 6 km pela Serra dos Órgãos chegava-se a Petrópolis.
Integração Barcas e trem em direção Raiz da Serra
Em 1964 os 70 km entre a Vila Inhomirim e Três Rios foram erradicados e a única forma de alcançar essas cidades é através da BR 040.


Agora, no dia 26 de março de 2012, os Prefeitos de Petrópolis e Magé assinaram um acordo de cooperação técnica junto com a esfera estadual dos transportes e de Obras no sentido de ressuscitar, de reativar a Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, exatamente esse trecho de 6 km entre a Vila Inhomirim e o alto da serra, no sentido de incrementar não só o turismo para  cidade serrana mas também de encurtar o tempo de viagem entre ela e o centro do Rio de Janeiro.

Região servida pela E.F. Mauá

A E. F. Príncipe do Grão-Pará era um prolongamento natural da primeira ferrovia do Brasil, a Estrada de Ferro Petrópolis, iniciada pelo Barão de Mauá e inaugurada em 1854 com a presença de seu passageiro mais ilustre, o Imperador D. Pedro II. Somente em 1883 o trecho chegava à cidade serrana após vencer o plano inclinado da Serra da Estrela entre a Vila Inhomirim ( Raiz da Serra) e o Alto da Serra, em Petrópolis.

Trata-se de um antigo sonho petropolitano e, uma vez, reinstalando-se os 6 km de trilhos no trecho da serra o trem expresso imperial poderá unir-se aos 49 km dos trilhos já existentes, entre a Vila Inhomirim e o Centro do Rio, ali na Estação da Leopoldina. Uma obra e tanto. Documentos já foram entregues pelos Prefeitos das cidades diretamente envolvidas, ao governo do Estado e tudo indica que esse acordo de cooperação técnica tornará a reativação dessa linha uma questão de tempo, concreta.

Vantagens da reativação da E.F.Príncipe do Grão Pará

Além do turismo que tornará ainda mais receptiva aquela cidade serrana, a redução substancial do tempo de viagem, em torno de 1 hora e meia;  ajuda na proteção ambiental e recuperação da região; um estímulo às cidades de Petrópolis e Magé; o custo para recolocar trens rápidos nesse trecho estima-se ser apenas de R$ 70 milhões, ou seja menos de 0,2 por cento do custo do trem bala Rio- SP; por uma viagem de Petrópolis ao centro do Rio pode levar até 3 horas, dependendo das condições de trânsito, essa mesma viagem, como no passado, pode ser feita em 90 minutos e com integração entre os vários deslocamentos de massa; até  à estação Maracanã e ali integrando-se com o Metrô; ou de trem, num percurso de 23 km, do alto da Serra até o Cais Mauá em Guia de Pacobaiba ( Magé) e de lá ao centro do Rio, via Catamarã.

Ponto Final

Com esse projeto de reativação da E F  Grão Pará, mediante  a reimplantação de 6 km de trilhos na Serra da Estrela e com outras intervenções ao longo do trecho da Vila Inhomirim ao Cais Mauá, com a reforma das estações, viadutos, passagens de níveis, aquisição dos trens, montagens das oficinas, reurbanização da área e indenização e deslocamento dos moradores ali instalados e outras obras estruturais, tudo isto num montante , como vimos, na ordem de cerca de R$ 70 milhões. Se depender da ABPF Associação Brasileira de Preservação Ferroviária e do Grupo de Trablho pró-trem,constituído por 16 entidades, como a ALERJ , FIRJAN, UCP, Museu Imperial, IPHAN e outras, dá para afirmar que  é possível, mesmo antes da Copa FIFA de 2014 e das Olimpíadas Rio 2016 ter de volta esse cenário cinematográfico servindo por trens turísticos e resgatando um importante marco da história da ferrovia no Brasil.


Fontes: fotos www.estacoesferroviarias.com.br